Briga de preços em concorrência de eventos

Em organização de eventos, assim como diversas outras áreas de prestação de serviços, uns dos principais fatores que levam os clientes a escolher um fornecedor são preço e qualidade. Infelizmente em alguns casos, mais preço do que qualidade, e aí que você deve ficar ligado.

A ABEOC (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) está reivindicando por uma mudança na Lei n° 8.666/93, que dá as normas de licitações e contratos da Administração Pública. A lei prevê licitações com pregão para o setor de eventos, ou seja, o que conta atualmente é apenas preço. A reivindicação é para que seja considerado técnica e preço, de forma a ser mais justo. Você pode acompanhar o andamento da reivindicação em http://www.abeoc.org.br/tag/lei-de-licitacoes/

Negócio bom, é negócio que é vantajoso para ambas as partes (contratante e contratado). Caso a verba para um evento seja tão baixa, a nível de comprometer a qualidade, talvez seja melhor você abrir mão e deixar para um concorrente, pois isso pode  gerar um boca a boca negativo para sua empresa. Por outro lado, se seu diferencial for o preço, isso lhe dará grandes vantagens frente à concorrência para esse perfil de cliente.

Os diferenciais de sua empresa devem ser bem definidos e você deve saber vendê-los bem. Eles são grandes recursos no momento de uma prospecção ou venda. Você deve estudar seus concorrentes, pois apenas dessa forma você conseguirá criar diferenciais realmente competitivos e ir para a briga com fortes armas.

Para tornar seu preço mais competitivo, o mais importante é baixar custos. Para isso, você pode ler algumas dicas de planejamento financeiro.

Em resumo, você deve tentar baixar seus custos ao máximo, sem comprometer a qualidade, ter bem definido que perfil de clientes deseja atender, assim como seus diferenciais e os limites de verbas que consegue trabalhar em cada tipo de evento. Isso lhe dará mais poder em uma briga de preço.

E lembre-se, caso você perca um negócio apenas por preço, o cliente poderá lembrar de você no futuro em eventos com mais verba disponível.

Sinta-se à vontade para expressar sua opinião sobre o assunto nos comentários, logo abaixo.

Formado em sistemas de informação na Unisinos, sócio da empresa Grifo e um dos fundadores do Eventer.
Além disso é organizador de eventos independentes, como Front in Poa, RSJS e Code n’ Bier, na área de tecnologia.
Tem como hobby o paraquedismo, onde busca inspirações para seu dia-a-dia.

3 comentários em “Briga de preços em concorrência de eventos

  1. Neste 30 anos sempre rejeitei este tipo de concorrência, cliente que não tem verba suficiente que dê respaldo para um mínimo de segurança e qualidade ao evento, melhor não aceitar o trabalho. Sempre mandei meus orçamento evitando a palavra preço, sempre coloquei como investimento. O cliente sabe o quanto resulta para sua imagem o resultado de um evento, o produtor deve ter esta responsabilidade e assumir o ônus ou Bônus. Meu argumento sempre foi o mesmo; ” não é o meu orçamento que está alto, seu orçamento é muito baixo para o que deseja” , claro que recebi uma coleção de “não” saia satisfeito, pois se aceitasse teria que realizar o evento com a mesma qualidade que sempre busquei, pois além da imagem do cliente, tinha que preservar a minha. Somos lembrados pelos erros e não pelos acertos e concordo com isso integralmente.

  2. Perfeito Wilson! Para o assunto, a frase que você citou tem tudo a ver “Somos lembrados pelos erros e não pelos acertos”. Em todo mercado, se deixarmos a qualidade de lado apenas para baixar o preço e fechar um negócio, a tendência é perder esse cliente e muitos outros.

  3. São duas realidades completamente diferentes o setor privado e público. No privado, os orçamentos estão cada vez menores, mas os clientes não abrem mão da qualidade, apesar de as vezes acabarem perdendo isso por excesso de pressão nos cortes. Além disso alguns deles colocam o setor de compras para negociar, e isso é feito sem o menor critério, usando os mesmos métodos que se usa para comprar parafusos ou maquinário. Sem contar o grande número de clientes sem preparo para poder demandar e compreender o que se trata um evento e o porquê de seus custos.
    Por outro lado, no setor público o foco da lei 8666 é apenas um, menor preço. Porém ela não serve pra absolutamente nada, pois sempre se encontra um caminho para dar a volta nessas medidas e as empresas continuarem ganhando em cima dos governos. A lei obriga que se entregue o que está no orçamento, o orçamento pede uma cadeira, a empresa vende uma cadeira por 10 e entrega uma cadeira que vale 5, sendo que o cliente precisaria de uma cadeira de 20. E assim o governo sempre compra porcarias e as empresas continuam ganhando dinheiro. E o buraco é mais embaixo, pois existe ainda as licitações de Atas de Registro de Preços, que nada mais é do que uma tabela de preços que uma vez que a agência ganha o contrato, essa tabela deverá ser seguida. E ai os espertinhos colocam valores altos nos itens que são mais demandados e valores menores nos poucos demandados, para chegar em um equilíbrio de preço total que possa ganhar a licitação. A partir daí, a cadeira que na tabela (Ata) está como 50 reais, obrigatoriamente terá que ser contratada por esse preço nos eventos, mas a agência continua entregando uma cadeira de 5, e tendo lucros absurdos. É o velho gato por lebre.

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